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Erros e Incertezas

Quando efetuamos uma medição estamos sujeitos a diversas formas de erros, dentre os quais podemos citar: grosseiros, aleatórios, acidentais, sistemáticos, inserção ou paralaxe.

  • ERRO ALEATÓRIO
    É o resultado de uma medição menos a média que resultaria de um infinitivo número de medições do mesmo mensurando efetuadas sob condições de repetitividade. Em função de que apenas um finito número de medições pode ser feito, é possível apenas determinar uma estimativa do erro aleatório.
  • ERRO SISTEMÁTICO
    É a média que resultaria de um infinito número de medições do mesmo mensurando, efetuadas sob condições de repetitividade, menos o valor verdadeiro do mensurando. Analogamente ao valor verdadeiro o erro sistemático e suas causas não podem ser perfeitamente conhecidas.
  • ERRO GROSSEIRO
    Este erro é causado por falha humana na operação do instrumento, ou interpretação errônea nos resultados obtidos. Ex.: Erro ao ler posição na escala.
  • ERRO ACIDENTAL
    Ocorre em função de um mesmo operador não conseguir repetir os mesmos resultados numa mesma medição.
  • ERRO DE INSERÇÃO
    Ocorre na montagem de um sistema de medição, onde utilizam-se mais de um instrumento, gerando perdas devido a resistência dos materiais, e acumulação de incertezas devido ao número excessivo de materiais.
  • ERRO DE PARALAXE
    Ocorre através da observação errada do valor na escala analógica do instrumento, devido ao ângulo de visão. Esta não ocorre em instrumentos digitais.

Incerteza de Medição

É um parâmetro, associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos a um mensurando.

Para efetuarmos o cálculo da incerteza de medição devemos seguir uma seqüência de passos, detalhada à seguir:

  • 1. Cáculo do Desvio Padrão (S)
    Onde:
    s = Desvio Padrão;
    MM = Média das Medidas;
    M = Valores obtidos em cada leitura efetuada no sistema de medição;
    n = Número total de ensaios em cada ponto medido;
  • 2. Cáculo da Incerteza tipo A (Ua)
    Onde:
    Ua = Incerteza de Medição tipo A;
    s = Desvio Padrão;
    n = Número total de ensaios em cada ponto medido;
  • 3. Cálculo da Incerteza em função da resolução (Ures)
    Onde:
    Ures = Incerteza em função da resolução;
    s = Resolução em função da divisão de escala do instrumento;
  • 4. Cálculo da Incerteza Combinada (Uc)
    Onde:
    Uc = Incerteza de Medição Combinada;
    Ua = Incerteza de Medição do tipo A;
    Upad = Incerteza de Medição do padrão utilizado;(**)
    Ures = Incerteza de medição em função da resolução;
    (**) A incerteza em função do padrão deve ser dividida por seu fator multiplicativo, conforme certificado. (Ex.: k=2, dividir a incerteza por 2/k=2,47, dividir a incerteza do padrão por 2,47). Se não houver declaração de incerteza expandida (fator k), dividir a incerteza por raiz de três.
  • 5. Cálculo da Incerteza Expandida (U95)
    Onde:
    Uc = Incerteza de Medição Combinada;
    k = Fator de abrangência para um nível de confiança aproximado de 95%, onde k@2;
    U95 = Incerteza de Medição Expandida com nível de confiança de 95%;
    Obs.: O fator k está diretamente relacionado com o grau de probabilidade de acerto do cálculo da incerteza. Para cada percentual existe um valor k definido. Este valor pode ter variações no seu valor em função do número de medidas realizadas e também das fontes de incerteza a serem consideradas.
    k = 1 ® Probabilidade = 68%;
    k = 2 ® Probabilidade = 95%;
    k = 3 ® Probabilidade = 99%;

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